quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

ilusões


Passado algum tempo as lágrimas vão deixando de cair, a dor continua mas as lágrimas secam, como se tivesse perdido essa capacidade. Ao menos elas tornavam a minha dor mais pequenina, podia derramá-las durante horas a fio, mas elas ajudavam, acalmavam-me acabando por adormecer. Agora elas não me ajudam mais, já não correm com tanta facilidade, agora deixam-me entregue á dor em "seco", e essa dor prolonga-se, até um dia voltar a ilusão, e tudo isto se torna um ciclo!
Por vezes, achamos que temos tudo para ser felizes, e talvez até tenhamos, mas como alguem um dia me disse, nunca estamos contentes com o que temos, nunca é suficiente, nunca nos basta!
Mas o pior é sentir que se é "enganada" não dessa maneira de ser trocada, mas achar que conhecemos minimamente e depois olha toma lá um balde de água fria! Tou farta disto, são todos iguais, pensam todos da mesma maneira, com as mesmas intenções. Por quem se tomam? Donos do mundo? Pfff...
Um dia todos têm aquilo que merecem, até eu, irei pagar pelos erros que cometi, mas de consciencia tranquila pelas atitudes que tive más, foi porque achei que eram as mais correctas, e as outras olha que se lixe pagarei por elas como consequência da minha inconsciência!
Neste momento acho que perdi a capacidade de amar, com tanta desilusao, com tanta marca que ficou, cada vez mais dou por mim a não conseguir confiar, excepto naqueles em que sempre estiveram comigo!
E todos aqueles que me magoarem vão ter o reverso da medalha, podem ter a certeza ..

Momento de revolta (lol) *

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Simples !!


Porque contigo tudo é assim simples, agradável, saboroso, saudável!
Porque contigo é tudo tão fácil, é tudo tão bonito!
Entraste na minha vida ao mero acaso e hoje posso dizer que és umas das minhas melhores amigas, não só por sermos tão diferentes e tão iguais, mas porque és indispensável, porque me compreendes sempre, ou quase sempre, porque me ouves, porque me percebes, porque és assim..simplesmente tu !
Acredita que comigo puderás sempre contar, sem pensar primeiro em mim e em todos os meus mil e um problemas, mas em ti.. porque é para isso que é ser amigo, dar e receber, ser capaz de dar sem pedir nada em troca, muito menos sem exigir todo o teu esforço e depois "mandar-te" embora sem te ouvir, gosto de mais de ti para te voltar a fazer sofrer como tantos outros fizeram!

Obrigada alma gêmea :D

Gosto de mais de ti * minha cozinheira preferida

sábado, 10 de fevereiro de 2007

.

Quebrou, acabou, fim. Desfez-se o que de melhor tive até hoje.
Culpa minha. Culpa tão minha. Já não tenho força para mim, já não me consigo agarrar ao que sou, porque já não sou.
Sinto-me vaguear alternando entre o vazio e o nada, com a nostalgia a fazer o papel de lufada de ar fresco. Tenho 19 anos. Sinto-me com 80. Sou a preto e branco com fumo negro a fazer-me desaparecer os traços. Traços...
Quero querer, quero vontade, quero amor próprio.
Queria mais que tudo uma ultima réstia de força para não perder a única face da felicidade que me foi dada pelo destino. mas não. Deixo-a escapar, dia após dia. E só não corro atrás porque cansa. Porque simplesmente cansa. Que merda, que merda...
E a engraçadinha da saudade de mão dada com a já falada nostalgia, que faz questão de passar por cima de factos mais-que-concretos, e me dá uma só direcção?
-Não quero - Insisto.
-Vá lá, fazia-te bem, não te ia custar nada...
-Não. Faz-me bem e de seguida rasga-me a alma e a pele.
-Pode ser q assim não seja desta vez... Arrisca!
-Tou cansada, não quero tudo outra vez... Sei como vai ser.
-Não era bom?
-Era. Mas depois conseguia ser pior.
-Não sabes, anda, força, vai...
Chás, comprimidos de alergia, carneirinhos, filmes, jogos.
Voo pelo tempo, a maior velocidade que me consigo imprimir.
Desisto, passo a vez. Não quero estar aqui.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Porquê?

dia de incertezas somente ....

domingo, 4 de fevereiro de 2007

há dias...

Dias em que o medo volta, em que nos sentimos frágeis que com um toque só corremos o risco de nos "partir", de nos desmanchar por completo! E é nestes dias que sinto vontade de ser uma insensível, uma pessoa rude, capaz de estalar os dedos e fazer desaparecer tudo o que me assusta, tudo o que me torna uma criança que a qualquer desejo não obtido chora compulsivamente!
Felizmente ou infelizmente não sou assim, não sou capaz de num abrir e fechar de olhos esquecer tudo, sorrir e saber que tudo passou..
Os dias passam, as horas tambem, e parece que tudo se vai atenuando, mas a verdade é que está lá, pode não "doer" tanto, mas está lá, está presente em cada fraquejar, em cada canto de nós, em cada atitude!
O medo não desaparece, tanto que nos vamos tornando mais frios com cada desilusão que apanhamos, e quando vem alguem que gosta de nós que não tem intenção de nos fazer mal, ficamos de pé atrás, duvidamos, e fugimos...tudo para não sofrer!
Porque sofrer é a pior coisa que existe, a angústia, a dor, o medo de tudo se voltar a repetir..e acho que ninguem tem o direito de o fazer, de se envolver com uma pessoa ao ponto de querer dela ... nada! Vamo-nos habituando a isto, de dia pra dia, e mudando o que fomos um dia .. tudo passa, tudo passa *

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

encantada (:


como poderia esse filme fazer tão sentido, ser tão real , tão tudo aquilo que nós desejamos! Adorei, aliás continuo encantada...perceber que é com experiencias de vida que nos vamos "amolecendo" ou nos tornando mais fortes! Que a amizade é tanto mas tanto, que é inexplicável, e que amizades perfeitas não existem, mas sim aquelas que nos fazem bater o coração mais rápido, as que nos fazem achar-nos pessoas especiais por fazermos parte delas, por termos a sorte de viver cada momento, cada suspiro, cada lágrima, cada sorriso em conjunto. Acho que o filme retrata momentos pelos quais todos passamos, e que uma grande paixão nunca deve ser posta acima de tudo, porque como veio tambem se vai, e os verdadeiros amigos ao longo da vida vão acompanhando milhares dessas nossas paixões, sem nunca nos abandonar, enquanto essas são apenas momentâneas!
aconselho seriamente a verem...

nunca julgues ninguem pela primeira aparência, por trás desse pessoa que tu nem simpatizas, pode tar alguem que te vai dar a melhor lição de vida que um dia aprendeste (: bailey

descanso

uff acabou-se o estudo por esta semana, regressa para breve infelizmente!!

será que vale a pena darmos tudo de nós?
vale sempre a pena quando a alma não é pequena :D

muito poética, deve ser da injecção de biologia que levei :) tinha saudades disto !!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Sisterhood of the traveling pants



Sinopse:

“The Sisterhood of the Traveling Pants” segue quatro amigas que pela primeira vez vão passar férias longe uma das outras. Um dia, e antes de partirem, elas encontram um par de calças que estranhamente serve a todas. Nasce então uma “irmandade” em torno das calças, um mero símbolo para aquilo que as liga. Esta irmandade tem diversas regras, sendo a mais flagrante o facto de ficar combinado entre elas que vão passando, durante o Verão, as calças umas às outras, onde quer que estejam.


Elenco America Ferrera, Alexis Bledel, Blake Lively e Amber Tamblyn Realizado por Ken Kwapis


No meio de tanta estreia medíocre no cinema, surge-me esta questão. Como é possível “The Sisterhood of the Traveling Pants” ir directo para vídeo? Eu não compreendo, sinceramente, e não quero pensar que filmes com adolescentes só estreiam quando: 1) Os jovens são provenientes de famílias disfuncionais, metem-se nas drogas, fazem sexo a toda a hora e ouvem música rebelde (Larry Clark e descendentes. 2) Estão no liceu/ faculdade, as hormonas é quem os comanda e tudo gira em torno de mamas, piadas com sémen, e um baile de finalistas. (American Pie e descendentes). Realizado por Ken Kwapis, “The Sisterhood of the Traveling Pants” segue quatro amigas que pela primeira vez vão passar férias longe uma das outras. Um dia, e antes de partirem, elas encontram um par de calças que estranhamente serve a todas. Nasce então uma “irmandade” em torno das calças, um mero símbolo para aquilo que as liga. Esta irmandade tem diversas regras, sendo a mais flagrante o facto de ficar combinado entre elas que vão passando, durante o Verão, as calças umas às outras, onde quer que estejam.

Assim, uma delas vai passar férias à Grécia. Outra vai para um campo de férias onde pratica futebol. A terceira vai passar férias com o pai, não tendo a quarta jovem férias. As calças vão mudando assim de dono semanalmente, mas o engraçado é que as suas vidas vão sendo afectadas por essa peça de vestuário.

Para além de ser um filme divertido a espaços, “The Sisterhood of the Traveling Pants” é bastante inteligente e perspicaz. O filme cai em diversos clichés juvenis e mesmo dramáticos, conseguindo porém dar a cada uma das jovens e histórias uma profundidade e unicidade tal que tudo soa bem e sem artificialismos. Aliás, soa a real e sem esteróides ou adictivos, como se para ver um filme de adolescentes tivéssemos de os considerar completamente idiotas, ou com problemas graves na forma como se relacionam com o mundo.

A liderar as pequenas histórias temos quatro promissoras actrizes: America Ferrera, Alexis Bledel, Blake Lively e Amber Tamblyn.

A primeira interpreta o papel de uma jovem que vai passar férias com o pai e descobre que ele vai casar-se de novo. Ora, partindo do princípio que estas iriam ser as suas primeiras férias a sério com o pai desde o divórcio, não é muito agradável ter de partilhá-lo, especialmente enquanto decorrem diversos preparativos para o novo casamento. America Ferrera é uma talentosa actriz que curiosamente vi pela primeira vez num filme que também não chegou às nossas salas de cinema: "Real Women Have Curves".

Já Alexis Bledel fazia parte do elenco de “Sin City” (era a Becky), apesar de ser mais conhecida pelo seu papel em “Gilmore Girls”. No filme ela é a jovem que vai para a Grécia e se vê envolvida numa espécie de “Romeu e Julieta” com contornos mais positivos.

Outra das jovens, Blake Lively, teve uma aparição em “Sandman”, mas é numa comédia e num filme de terror que está a trabalhar em 2006 que provavelmente vai saltar para o estrelato. Esta é, aparentemente, a jovem mais adulta das quatro. É ela que após perder a mãe, e mal conversar com o pai, vai para um campo de férias no México para jogar futebol. Aí, a rapariga enamora-se por um dos monitores, tentando no fundo tapar a perda familiar com um “amor” de Verão.

Finalmente temos Amber Tamblyn (“Joan or Arcadia"), a jovem que é obrigada a ficar na cidade a trabalhar para juntar algum dinheiro. É no seu emprego que ela começa a desenvolver uma produção audiovisual, tendo como ajudante uma menina da qual ela muito pouco conhece. Este foi sem dúvida o “conto” mais marcante, tendo porém, todos eles, o seu valor.

E é isto que seguimos, numa obra onde o humor e estado de espírito varia constantemente, ora roçando o romance, ora o drama, ora o humor. Mas sempre de maneira sofisticada, e sem cair em patetices com o mero sentido de vamos entreter quem nos vê. Em jeito de conclusão, há ainda – e no meio disto tudo, de realçar o trabalho de Ken Kwapis. Esta obra tinha tudo para ser mais um filme teen, mas Ken respeita e gosta das suas personagens, dando-lhes tanta vida e força que é inegável o seu esforço em fazer algo diferente e único. Tal como o Verão das jovens.


Uma lição inesquécivél, uma história por demais marcante, um dos Filmes Da minha vida

Exactamente assim:

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

parece que não acaba...


e mais uma bela tarde de estudo... parece que quanto mais estudo mais há para estudar, enfim !!

Pretérito Imperfeito


segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

aquela amizade !!



A que está ali para me ouvir soluçar que nem uma criança pequenina, o meu refúgio para tudo e para nada..Que sabe tudo sobre mim..Que me conhece melhor do que ninguem, sem eu ter de dizer uma única palavra! Que me compreende como nem eu me compreendo, que me apoia, que não me julga, que fala comigo quando algo está mal, que vive os momentos inesquecíveis comigo, que me dá aquele abraço quando é só daquilo que preciso para sentir que estou segura!
Porque apesar de muita coisa má que já passámos, eu sei que há uma ligação incompreensível por parte de quem está de fora, porque faço tudo para te ter por perto, porque me fazes bem, porque sem a tua palavra muitas vezes era tudo mais díficil!
Porque podem passar mil anos que eu nunca me vou esquecer daquela menina que um dia conheci, aquela que desde a primeira conversa, se mostrou especial!
Como todas as amizades, tambem a nossa tem altos e baixos, tem momentos bons e maus, discussoes, vontade de dizer tudo de mau, de gritar, mas no momento a seguir só um abraço demonstra que tudo aquilo não passam de palavras inconscientes...

Gosto de ti de uma maneira sobrenatural (: * não me abandones

o ponto final ...


Chegou a altura em que ganhei forças para acabar com esta "palhaçada"..Há dias em que ganhamos coragem para pôr um ponto final em tudo o que nos destrói, e que nos torna pessoas amargas e frias, o meu dia é hoje!
Chega de brincares com os meus sentimentos, de usares quando queres e meteres na prateleira quando já não te interessa, quando já sugaste todas as forças para teu bem próprio, quando já seduziste e estás satisfeito por o teres conseguido.
Espero que vás ser feliz bem para bem longe, porque aqui acabou, consegui abrir os olhos deste "amor" estúpido...chega!

Não lhe chamo frustração, mas sim uma queda para a realidade, e estou muito feliz por ela, por saber que a partir de hoje deixaste de fazer parte, deixaste de ser importante e essencial!

a isto chama-se saber reciclar :D *

Eternamente A Minha Menina. Obrigada *

Deixem-Me casar aqui =)


domingo, 28 de janeiro de 2007

As preferidas.



Jorge Palma - Deixa-me Rir
Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste um convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender
Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é... pois é...
Há quem viva escondido
A vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer: "Segunda-feira..."
Deixa-me rir
Tu nunca ascultaste esse engenho
De que falas com tanto aprezo
Desse curioso alambique
Onde são descolados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é ... pois é...
Há quem viva escondido
A vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer: "Segunda-feira..
."

Magui *

Jorge Palma - Canção De Lisboa

(...)

Mamã, mamã

Onde estás tu, mamã?

Nós sem ti não sabemos, mamã,

Libertar-nos do mal

(...)

Ganhei ! (Eu sou a vermelha... Marta!)

não mais do que eu :D




não te esqueças que eu é que carrego em tudo o que é botão no teu carro hihihi :D

Mas consigo ser ainda mais =D *

recordações de pita :D



tao lindo...faz-me lembrar quando era pequenina, e tudo parecia tão diferente, tudo tão fácil...é bom sonhar *

serenidade !


Sentar-me assim á beira mar, deixar-me ser invadida pelo barulho das ondas, pelo cheiro tão próprio do mar, fechar os olhos e deixar-me ir até onde me levar a imaginação. Acalma o coração, traz soluções, respira-se até às profundezas do ser.
Sem dúvida uma das coisas mais simples mas mais bonitas, que eu seria incapaz de trocar por qualquer outra coisa no mundo, momentos tão meus, tão interiores, tão cúmplices de mim mesma. Momentos em que me sinto só eu e ele, como se nada mais existisse, como se naquele momento ninguem pudesse interferir naquela interacção só nossa...

Mar :)

foto by me *

Mafalda Veiga (Com uma necessidade estranhamente repentina)



Quando já nada é intacto
quando tudo na vida vem em pedaços
e por dentro me rebenta um mar
quando a cidade alucina
num luar de néon e de neblina
e me esqueço de sonhar
Quando há qualquer coisa que nos sufoca
e os dias são iguais a outros dias
e por dentro o tempo é tão voraz
Quando de repente num segundo
qualquer coisa me vira do avesso
e desfaz cada certeza do meu mundo
Quando o sopro de uma jura
Faz balançar os dias
Quando os sonhos contaminam
Os medos e os cansaços
quando ainda me desarma
a tua companhia
e tudo o que a vida faz
Em mim
Quando o dia recomeça
e a noite ainda te prende nos seus braços
e por dentro te rebenta um mar
Quando a cidade te esconde
e o silêncio é o fundo das palavras
Que te esqueces de gritar

só para ti :)

sábado, 27 de janeiro de 2007

nada se esquece, tudo se guarda :)


Pela vida fora fui conhecendo muitas pessoas, umas que me marcaram pela positiva, outras nem por isso, mas todas deixaram marcas. Hoje de todas as que conheci, algumas ainda continuam a meu lado a partilhar cada momento da minha vida, a sorrir quando estou em baixo, a levantar-me a cabeça para olhar em frente, enfim os verdadeiros amigos!
Muitas vezes achamos que conhecemos bem as pessoas, mas conhecer não é ir beber um café e ter dois dedos de conversa, não é partilhar uma noite de loucura, e muito menos passar alguns bons momentos, para conhecer é preciso ter história para contar, é preciso confiança, olhar para esse alguem e saber o que pensa sem sequer precisar de proferir uma única palavra, é estar ali junto a nós nos bons momentos mas principalmente nos maus.
A amizade tem muito que se lhe diga, acho que amigos verdadeiros temos muito poucos ao longo da vida toda, temos aqueles que achamos que vão estar ao nosso lado para sempre e estão mesmo, porque apesar das adversidades da vida fazem por isso, fazem por nos apoiar, por partilhar momentos connosco, por não deixar que o contacto se corte..e os outros que temos durante o tempo em que os vemos regularmente, e depois disso cada um vai à sua vida e nunca mais se lembram que algum dia nós existimos, isto se não tiverem mais notícias nossas.
Por mais que as pessoas se revoltem contra isto, contra o facto de não puderem ter um amigo para sempre, não podem fazer nada se não aproveitar o tempo que lhes resta, se não tentar aprender com tudo o que ainda podem passar enquanto estiverem por perto desse amigo.
A vida é mesmo assim, não vale de nada criarmos frustrações, deixar de aproveitar tudo o que podemos viver, porque se o fizermos não estaremos a fazer nada a não ser desperdiçá-la !

Para ti ó Maria dos botões e meninos autistas Lda.


The Gift - Fácil De Entender

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Talvez por saber o que não será melhor, Aproximei
Meu corpo é o teu corpo o desejo entregue a nós
Sei lá eu o ue queres dizer, Despedir-me de ti
Adeus um dia voltarei a ser feliz
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei, o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender
Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Triste é o virar de costas, o último adeus
Sabe Deus o que quero dizer
Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti
[2x]
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender
É o amor, que chega ao fim, um final assim,
assim é mais fácil de entender

Máscaras




Tento escrever, como sempre escrevi, frases soltas, palavras bonitas, conjuntos que soam bem. Ouço música, penso em coisas boas, mas não sei porquê, choro.
Sinto-me decepcionada comigo e com o mundo. O caminho que ontem estava escancarado, fechou-se com um elegante bater. Que me interessa a elegância, a boa educação, o meu bem-querer? Estou farta de máscaras. Farta de que me digam o que fazer para parecer perfeita.
Não sei se deva colocar o rosto de quem, em vão, me tenta guiar, entre as minhas mãos, e gritar bem alto, dizer-lhes que me esqueçam, que não gosto, nem nunca vou ser um peão de uma sociedade feita de papel. Não sei se me deva agachar no meu quarto, a um canto, e chorar, libertar uma imensidão de lágrimas, que me permitam lavar a alma, e ganhar novo folgo, para me conseguir levantar e continuar a actuar.
Se amo pessoas, não amo máscaras. Logo, não amo ninguém. Amo sentimentos, emoções e estados de espírito. Amo o amor que não sinto, amo a alegria que me é dada em fracções, amo a paz de alma que nunca tive.
Se ao menos alguém actuasse ao meu lado e tirasse a máscara ao mesmo tempo que eu... Poderíamos beber um café, numa qualquer esquina, e falar de coisas interessantes, tal como a verdade. Poderíamos rir, de coisas boas. Poderíamos ir a uma praia, ver o amarelo alaranjado do pôr-do-sol, caminhar de mãos dadas, horas a fio, na areia morna e húmida. Poderíamos fingir-nos de loucos, e entrar vestidos na água gelada, voltar e refazer as pegadas, gravá-las no pensamento e no coração. Poderíamos encostar a cabeça um no outro, sentados no comboio, enquanto, exaustos, ouviríamos o inconfundível som do seu trabalhar, que nos levaria de volta. Enquanto isso, retribuiria as caretas engraçadas que me seriam endereçadas por uma criança traquina que se sentaria à minha frente. Identificar-me-ia me com ela e contemplá-la-ia com um olhar ternurento e com nostalgia, com uma boa nostalgia. Poderia chegar a casa, sentindo ainda o cheiro a maresia, deitar-me com estrondo, sentindo-me leve e feliz. Fecharia os olhos e ouviria ainda o ribombar das ondas, recordaria a sensação daquela espuma branca nos pés. Tomaria um banho, quente, e dormiria com a certeza que o amanhã seria igual ao melhor.
Se ao menos as máscaras se derretessem à luz da verdade.
Se ao menos houvesse um momento, que pudesse recordar sem mágoa nem saudade, se ao menos a vida tivesse uma face perfeita. Apenas uma.


20-03-2004

Estória


Era uma vez uma menina que acreditava em coisas á primeira vista.
Que gostava de sol e praia. De ter a pele dourada e rir muito. Rir sempre. Mas principalmente no fim dos dias cansados, onde a felicidade se reflectia no corpo cansado e na pele a arder. No comboio, no autocarro, no calçadão que em todos esse dias era cúmplice. De manha, da energia esfusiante. Ao fim da tarde, do esgotamento feliz. E da vontade de viver, viver muito, viver sempre.
Era uma vez uma menina que gostava da palavra Amizade. Que achava que com ela, poderia seguir até ao fim do mundo, imune. Que se satisfazia com a felicidade dos que com ela se cruzavam e lhe davam o prazer disso mesmo.
Era uma vez uma menina que gostava de bola e de putos. Que se fundia com eles a cada partida em terrenos baldios, ou ás portas dos cafés.
Era uma vez uma menina que gostava de andar de carro enquanto ouvia música. Que fazia dos versos cenas da sua vida e gostava de colá-los a gentes, situações, a momentos inesquecíveis. Eternos.
Era uma vez uma menina que cresceu.
Era uma vez uma menina que viu o mundo e esmoreceu. Caiu. Chegou ao ponto de se deixar ferir de morte a cada toque leve.
Era uma vez uma menina que encontrou a verdade. Em forma de gente de fora.
Era uma vez uma menina reencontrada com a maior das vontades de viver.
Viverão felizes para Sempre.

Não me fazes falta nenhuma =)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

será ou nao será? eis a questão


Mais uma noite em que se anseia pelo melhor de sempre, preparamo-nos como se fosse a última noite das nossas vidas (às vezes bem estupidamente porque acaba por ser uma noite completamente vulgar), e dançamos a noite toda como se não houvesse amanhã :) hihi i like the way you move tuntz tuntz tunz :D

quem se perde..mais tarde ou mais cedo encontra-se !!


Mais tarde ou mais cedo, vamos nos distanciando da pessoa que fomos um dia, ou pelo que nos vai acontecendo diariamente, ou simplesmente porque é assim que é o ciclo de crescimento individual! Não gosto de comparar o presente com o passado, mas acho que é quase inevitável, comigo e com mais um milhão de pessoas, temos sempre tendência para olhar para trás, para vermos se a cada dia que passa nos distanciamos do que outrora fomos ou se continuamos numa linha contínua de crescimento, sem qualquer tipo de modificação.
Quando olho para trás, vejo uma pessoa quase que incomparável com a que fui, hoje sou uma pessoa mais prudente, mais desconfiada, sem nunca deixar de acreditar nos meus valores pessoais, mas em certas atitudes eu vejo que não agia assim, vejo que com o passar do tempo fui ficando mais resistente, mais indiferente a certas coisas que antigamente me perturbavam, como se agora fosse quase inatingível. O tempo passa e tudo muda, nós mudamos, tudo á nossa volta muda e é assim a lei natural das coisas, nada podemos fazer para o modificar, além de tentar perceber sem criar qualquer tipo de frustração...

foto by me , in Madeira (: *

Pensamento do (meu) dia.


É tudo ter alguem do outro lado.
(D)o outro lado do coração.

Fazes partes de todos e de cada um dos meus sonhos.

Amo-te, enorme parte de mim *

Enquanto houver



Canso-me das coisas que tenho e mesmo das que não tenho, demasiado facilmente. Tomo decisões precipitadas, escolho, engano-me, volto atrás, mesmo quando já não há retorno.
Magoo quem encontrar pelo caminho. Todos têm o hábito de se revoltar, e modificam imagens, criam esteriotipos.
E eu, ingenuamente sábia, continuo na mesma.
Há sempre quem diga que nunca irei mudar. Também sei que não, no fundo.
E mudo. Transformo-me. Canso-me novamente.
Entro no carro e percorro todas as estradas que conheço, e é como se a música no rádio de alguma forma conseguisse mudar os rumos que tomo.
Mas ela não sabe de nada.
E muito menos eu.
Continuo a guiar... talvez um dia chegue a algum lado, e sinta que quero ficar.

Razões que a própria razão desconhece !!





Há dias em que por e simplesmente nos interrogamos de tudo e mais alguma coisa, hoje só consigo interrogar-me do porquê de me cruzar com pessoas que só me sugam as forças, que me vão esmagando o coração devagarinho, que aparecem na minha vida sem motivo aparente e se vão tornando a pouco e pouco cada vez mais importantes, e com o passar do tempo já não sei viver com a sua ausência, sem saber da sua existência. Perguntas que por mais que faça a mim mesma, não consigo obter resposta, nem sequer compreender.
Hoje, só consigo pensar no porquê do seu aparecimento, de ter entrado na minha vida, sem pedir licença, e "usar" todo o meu ser para captar forças, essas que há tanto perdeu, e quanto se sente rejuvenescido sai da mesma maneira que entrou, sem qualquer argumento, sem sequer dar uma única explicação. Ouve-se por aí, que só deixamos que isto aconteça quando essas pessoas mexem connosco de alguma maneira, quando se apoderam de nós, de uma maneira quase exaustiva.
Não sei se por gostar de mais, fui precisando "disto" para viver, para sorrir todos os dias, para respirar e sentir o cheiro do que flutua à nossa volta, agora mais uma vez seguirei em frente sem olhar para trás, mas desta vez definitivamente sem qualquer hipótese de voltar a tentar reviver algo que acabou num passado que já não consigo avistar...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007