
Sinopse:
“The Sisterhood of the Traveling Pants” segue quatro amigas que pela primeira vez vão passar férias longe uma das outras. Um dia, e antes de partirem, elas encontram um par de calças que estranhamente serve a todas. Nasce então uma “irmandade” em torno das calças, um mero símbolo para aquilo que as liga. Esta irmandade tem diversas regras, sendo a mais flagrante o facto de ficar combinado entre elas que vão passando, durante o Verão, as calças umas às outras, onde quer que estejam.
Elenco America Ferrera, Alexis Bledel, Blake Lively e Amber Tamblyn Realizado por Ken Kwapis
No meio de tanta estreia medíocre no cinema, surge-me esta questão. Como é possível “The Sisterhood of the Traveling Pants” ir directo para vídeo? Eu não compreendo, sinceramente, e não quero pensar que filmes com adolescentes só estreiam quando: 1) Os jovens são provenientes de famílias disfuncionais, metem-se nas drogas, fazem sexo a toda a hora e ouvem música rebelde (Larry Clark e descendentes. 2) Estão no liceu/ faculdade, as hormonas é quem os comanda e tudo gira em torno de mamas, piadas com sémen, e um baile de finalistas. (American Pie e descendentes). Realizado por Ken Kwapis, “The Sisterhood of the Traveling Pants” segue quatro amigas que pela primeira vez vão passar férias longe uma das outras. Um dia, e antes de partirem, elas encontram um par de calças que estranhamente serve a todas. Nasce então uma “irmandade” em torno das calças, um mero símbolo para aquilo que as liga. Esta irmandade tem diversas regras, sendo a mais flagrante o facto de ficar combinado entre elas que vão passando, durante o Verão, as calças umas às outras, onde quer que estejam.
Assim, uma delas vai passar férias à Grécia. Outra vai para um campo de férias onde pratica futebol. A terceira vai passar férias com o pai, não tendo a quarta jovem férias. As calças vão mudando assim de dono semanalmente, mas o engraçado é que as suas vidas vão sendo afectadas por essa peça de vestuário.
Para além de ser um filme divertido a espaços, “The Sisterhood of the Traveling Pants” é bastante inteligente e perspicaz. O filme cai em diversos clichés juvenis e mesmo dramáticos, conseguindo porém dar a cada uma das jovens e histórias uma profundidade e unicidade tal que tudo soa bem e sem artificialismos. Aliás, soa a real e sem esteróides ou adictivos, como se para ver um filme de adolescentes tivéssemos de os considerar completamente idiotas, ou com problemas graves na forma como se relacionam com o mundo.
A liderar as pequenas histórias temos quatro promissoras actrizes: America Ferrera, Alexis Bledel, Blake Lively e Amber Tamblyn.
A primeira interpreta o papel de uma jovem que vai passar férias com o pai e descobre que ele vai casar-se de novo. Ora, partindo do princípio que estas iriam ser as suas primeiras férias a sério com o pai desde o divórcio, não é muito agradável ter de partilhá-lo, especialmente enquanto decorrem diversos preparativos para o novo casamento. America Ferrera é uma talentosa actriz que curiosamente vi pela primeira vez num filme que também não chegou às nossas salas de cinema: "Real Women Have Curves".
Já Alexis Bledel fazia parte do elenco de “Sin City” (era a Becky), apesar de ser mais conhecida pelo seu papel em “Gilmore Girls”. No filme ela é a jovem que vai para a Grécia e se vê envolvida numa espécie de “Romeu e Julieta” com contornos mais positivos.
Outra das jovens, Blake Lively, teve uma aparição em “Sandman”, mas é numa comédia e num filme de terror que está a trabalhar em 2006 que provavelmente vai saltar para o estrelato. Esta é, aparentemente, a jovem mais adulta das quatro. É ela que após perder a mãe, e mal conversar com o pai, vai para um campo de férias no México para jogar futebol. Aí, a rapariga enamora-se por um dos monitores, tentando no fundo tapar a perda familiar com um “amor” de Verão.
Finalmente temos Amber Tamblyn (“Joan or Arcadia"), a jovem que é obrigada a ficar na cidade a trabalhar para juntar algum dinheiro. É no seu emprego que ela começa a desenvolver uma produção audiovisual, tendo como ajudante uma menina da qual ela muito pouco conhece. Este foi sem dúvida o “conto” mais marcante, tendo porém, todos eles, o seu valor.
E é isto que seguimos, numa obra onde o humor e estado de espírito varia constantemente, ora roçando o romance, ora o drama, ora o humor. Mas sempre de maneira sofisticada, e sem cair em patetices com o mero sentido de vamos entreter quem nos vê. Em jeito de conclusão, há ainda – e no meio disto tudo, de realçar o trabalho de Ken Kwapis. Esta obra tinha tudo para ser mais um filme teen, mas Ken respeita e gosta das suas personagens, dando-lhes tanta vida e força que é inegável o seu esforço em fazer algo diferente e único. Tal como o Verão das jovens.
Uma lição inesquécivél, uma história por demais marcante, um dos Filmes Da minha vida
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