sábado, 10 de fevereiro de 2007

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Quebrou, acabou, fim. Desfez-se o que de melhor tive até hoje.
Culpa minha. Culpa tão minha. Já não tenho força para mim, já não me consigo agarrar ao que sou, porque já não sou.
Sinto-me vaguear alternando entre o vazio e o nada, com a nostalgia a fazer o papel de lufada de ar fresco. Tenho 19 anos. Sinto-me com 80. Sou a preto e branco com fumo negro a fazer-me desaparecer os traços. Traços...
Quero querer, quero vontade, quero amor próprio.
Queria mais que tudo uma ultima réstia de força para não perder a única face da felicidade que me foi dada pelo destino. mas não. Deixo-a escapar, dia após dia. E só não corro atrás porque cansa. Porque simplesmente cansa. Que merda, que merda...
E a engraçadinha da saudade de mão dada com a já falada nostalgia, que faz questão de passar por cima de factos mais-que-concretos, e me dá uma só direcção?
-Não quero - Insisto.
-Vá lá, fazia-te bem, não te ia custar nada...
-Não. Faz-me bem e de seguida rasga-me a alma e a pele.
-Pode ser q assim não seja desta vez... Arrisca!
-Tou cansada, não quero tudo outra vez... Sei como vai ser.
-Não era bom?
-Era. Mas depois conseguia ser pior.
-Não sabes, anda, força, vai...
Chás, comprimidos de alergia, carneirinhos, filmes, jogos.
Voo pelo tempo, a maior velocidade que me consigo imprimir.
Desisto, passo a vez. Não quero estar aqui.

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