sábado, 27 de janeiro de 2007

Estória


Era uma vez uma menina que acreditava em coisas á primeira vista.
Que gostava de sol e praia. De ter a pele dourada e rir muito. Rir sempre. Mas principalmente no fim dos dias cansados, onde a felicidade se reflectia no corpo cansado e na pele a arder. No comboio, no autocarro, no calçadão que em todos esse dias era cúmplice. De manha, da energia esfusiante. Ao fim da tarde, do esgotamento feliz. E da vontade de viver, viver muito, viver sempre.
Era uma vez uma menina que gostava da palavra Amizade. Que achava que com ela, poderia seguir até ao fim do mundo, imune. Que se satisfazia com a felicidade dos que com ela se cruzavam e lhe davam o prazer disso mesmo.
Era uma vez uma menina que gostava de bola e de putos. Que se fundia com eles a cada partida em terrenos baldios, ou ás portas dos cafés.
Era uma vez uma menina que gostava de andar de carro enquanto ouvia música. Que fazia dos versos cenas da sua vida e gostava de colá-los a gentes, situações, a momentos inesquecíveis. Eternos.
Era uma vez uma menina que cresceu.
Era uma vez uma menina que viu o mundo e esmoreceu. Caiu. Chegou ao ponto de se deixar ferir de morte a cada toque leve.
Era uma vez uma menina que encontrou a verdade. Em forma de gente de fora.
Era uma vez uma menina reencontrada com a maior das vontades de viver.
Viverão felizes para Sempre.

1 comentário:

Maria disse...

será que essa menina não continua a ser a mesma mas agora apenas mais madura, mais ciente de tudo o que se passa á sua volta... talvez seja isso ;)