quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

ilusões


Passado algum tempo as lágrimas vão deixando de cair, a dor continua mas as lágrimas secam, como se tivesse perdido essa capacidade. Ao menos elas tornavam a minha dor mais pequenina, podia derramá-las durante horas a fio, mas elas ajudavam, acalmavam-me acabando por adormecer. Agora elas não me ajudam mais, já não correm com tanta facilidade, agora deixam-me entregue á dor em "seco", e essa dor prolonga-se, até um dia voltar a ilusão, e tudo isto se torna um ciclo!
Por vezes, achamos que temos tudo para ser felizes, e talvez até tenhamos, mas como alguem um dia me disse, nunca estamos contentes com o que temos, nunca é suficiente, nunca nos basta!
Mas o pior é sentir que se é "enganada" não dessa maneira de ser trocada, mas achar que conhecemos minimamente e depois olha toma lá um balde de água fria! Tou farta disto, são todos iguais, pensam todos da mesma maneira, com as mesmas intenções. Por quem se tomam? Donos do mundo? Pfff...
Um dia todos têm aquilo que merecem, até eu, irei pagar pelos erros que cometi, mas de consciencia tranquila pelas atitudes que tive más, foi porque achei que eram as mais correctas, e as outras olha que se lixe pagarei por elas como consequência da minha inconsciência!
Neste momento acho que perdi a capacidade de amar, com tanta desilusao, com tanta marca que ficou, cada vez mais dou por mim a não conseguir confiar, excepto naqueles em que sempre estiveram comigo!
E todos aqueles que me magoarem vão ter o reverso da medalha, podem ter a certeza ..

Momento de revolta (lol) *

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Simples !!


Porque contigo tudo é assim simples, agradável, saboroso, saudável!
Porque contigo é tudo tão fácil, é tudo tão bonito!
Entraste na minha vida ao mero acaso e hoje posso dizer que és umas das minhas melhores amigas, não só por sermos tão diferentes e tão iguais, mas porque és indispensável, porque me compreendes sempre, ou quase sempre, porque me ouves, porque me percebes, porque és assim..simplesmente tu !
Acredita que comigo puderás sempre contar, sem pensar primeiro em mim e em todos os meus mil e um problemas, mas em ti.. porque é para isso que é ser amigo, dar e receber, ser capaz de dar sem pedir nada em troca, muito menos sem exigir todo o teu esforço e depois "mandar-te" embora sem te ouvir, gosto de mais de ti para te voltar a fazer sofrer como tantos outros fizeram!

Obrigada alma gêmea :D

Gosto de mais de ti * minha cozinheira preferida

sábado, 10 de fevereiro de 2007

.

Quebrou, acabou, fim. Desfez-se o que de melhor tive até hoje.
Culpa minha. Culpa tão minha. Já não tenho força para mim, já não me consigo agarrar ao que sou, porque já não sou.
Sinto-me vaguear alternando entre o vazio e o nada, com a nostalgia a fazer o papel de lufada de ar fresco. Tenho 19 anos. Sinto-me com 80. Sou a preto e branco com fumo negro a fazer-me desaparecer os traços. Traços...
Quero querer, quero vontade, quero amor próprio.
Queria mais que tudo uma ultima réstia de força para não perder a única face da felicidade que me foi dada pelo destino. mas não. Deixo-a escapar, dia após dia. E só não corro atrás porque cansa. Porque simplesmente cansa. Que merda, que merda...
E a engraçadinha da saudade de mão dada com a já falada nostalgia, que faz questão de passar por cima de factos mais-que-concretos, e me dá uma só direcção?
-Não quero - Insisto.
-Vá lá, fazia-te bem, não te ia custar nada...
-Não. Faz-me bem e de seguida rasga-me a alma e a pele.
-Pode ser q assim não seja desta vez... Arrisca!
-Tou cansada, não quero tudo outra vez... Sei como vai ser.
-Não era bom?
-Era. Mas depois conseguia ser pior.
-Não sabes, anda, força, vai...
Chás, comprimidos de alergia, carneirinhos, filmes, jogos.
Voo pelo tempo, a maior velocidade que me consigo imprimir.
Desisto, passo a vez. Não quero estar aqui.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Porquê?

dia de incertezas somente ....

domingo, 4 de fevereiro de 2007

há dias...

Dias em que o medo volta, em que nos sentimos frágeis que com um toque só corremos o risco de nos "partir", de nos desmanchar por completo! E é nestes dias que sinto vontade de ser uma insensível, uma pessoa rude, capaz de estalar os dedos e fazer desaparecer tudo o que me assusta, tudo o que me torna uma criança que a qualquer desejo não obtido chora compulsivamente!
Felizmente ou infelizmente não sou assim, não sou capaz de num abrir e fechar de olhos esquecer tudo, sorrir e saber que tudo passou..
Os dias passam, as horas tambem, e parece que tudo se vai atenuando, mas a verdade é que está lá, pode não "doer" tanto, mas está lá, está presente em cada fraquejar, em cada canto de nós, em cada atitude!
O medo não desaparece, tanto que nos vamos tornando mais frios com cada desilusão que apanhamos, e quando vem alguem que gosta de nós que não tem intenção de nos fazer mal, ficamos de pé atrás, duvidamos, e fugimos...tudo para não sofrer!
Porque sofrer é a pior coisa que existe, a angústia, a dor, o medo de tudo se voltar a repetir..e acho que ninguem tem o direito de o fazer, de se envolver com uma pessoa ao ponto de querer dela ... nada! Vamo-nos habituando a isto, de dia pra dia, e mudando o que fomos um dia .. tudo passa, tudo passa *

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

encantada (:


como poderia esse filme fazer tão sentido, ser tão real , tão tudo aquilo que nós desejamos! Adorei, aliás continuo encantada...perceber que é com experiencias de vida que nos vamos "amolecendo" ou nos tornando mais fortes! Que a amizade é tanto mas tanto, que é inexplicável, e que amizades perfeitas não existem, mas sim aquelas que nos fazem bater o coração mais rápido, as que nos fazem achar-nos pessoas especiais por fazermos parte delas, por termos a sorte de viver cada momento, cada suspiro, cada lágrima, cada sorriso em conjunto. Acho que o filme retrata momentos pelos quais todos passamos, e que uma grande paixão nunca deve ser posta acima de tudo, porque como veio tambem se vai, e os verdadeiros amigos ao longo da vida vão acompanhando milhares dessas nossas paixões, sem nunca nos abandonar, enquanto essas são apenas momentâneas!
aconselho seriamente a verem...

nunca julgues ninguem pela primeira aparência, por trás desse pessoa que tu nem simpatizas, pode tar alguem que te vai dar a melhor lição de vida que um dia aprendeste (: bailey

descanso

uff acabou-se o estudo por esta semana, regressa para breve infelizmente!!

será que vale a pena darmos tudo de nós?
vale sempre a pena quando a alma não é pequena :D

muito poética, deve ser da injecção de biologia que levei :) tinha saudades disto !!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Sisterhood of the traveling pants



Sinopse:

“The Sisterhood of the Traveling Pants” segue quatro amigas que pela primeira vez vão passar férias longe uma das outras. Um dia, e antes de partirem, elas encontram um par de calças que estranhamente serve a todas. Nasce então uma “irmandade” em torno das calças, um mero símbolo para aquilo que as liga. Esta irmandade tem diversas regras, sendo a mais flagrante o facto de ficar combinado entre elas que vão passando, durante o Verão, as calças umas às outras, onde quer que estejam.


Elenco America Ferrera, Alexis Bledel, Blake Lively e Amber Tamblyn Realizado por Ken Kwapis


No meio de tanta estreia medíocre no cinema, surge-me esta questão. Como é possível “The Sisterhood of the Traveling Pants” ir directo para vídeo? Eu não compreendo, sinceramente, e não quero pensar que filmes com adolescentes só estreiam quando: 1) Os jovens são provenientes de famílias disfuncionais, metem-se nas drogas, fazem sexo a toda a hora e ouvem música rebelde (Larry Clark e descendentes. 2) Estão no liceu/ faculdade, as hormonas é quem os comanda e tudo gira em torno de mamas, piadas com sémen, e um baile de finalistas. (American Pie e descendentes). Realizado por Ken Kwapis, “The Sisterhood of the Traveling Pants” segue quatro amigas que pela primeira vez vão passar férias longe uma das outras. Um dia, e antes de partirem, elas encontram um par de calças que estranhamente serve a todas. Nasce então uma “irmandade” em torno das calças, um mero símbolo para aquilo que as liga. Esta irmandade tem diversas regras, sendo a mais flagrante o facto de ficar combinado entre elas que vão passando, durante o Verão, as calças umas às outras, onde quer que estejam.

Assim, uma delas vai passar férias à Grécia. Outra vai para um campo de férias onde pratica futebol. A terceira vai passar férias com o pai, não tendo a quarta jovem férias. As calças vão mudando assim de dono semanalmente, mas o engraçado é que as suas vidas vão sendo afectadas por essa peça de vestuário.

Para além de ser um filme divertido a espaços, “The Sisterhood of the Traveling Pants” é bastante inteligente e perspicaz. O filme cai em diversos clichés juvenis e mesmo dramáticos, conseguindo porém dar a cada uma das jovens e histórias uma profundidade e unicidade tal que tudo soa bem e sem artificialismos. Aliás, soa a real e sem esteróides ou adictivos, como se para ver um filme de adolescentes tivéssemos de os considerar completamente idiotas, ou com problemas graves na forma como se relacionam com o mundo.

A liderar as pequenas histórias temos quatro promissoras actrizes: America Ferrera, Alexis Bledel, Blake Lively e Amber Tamblyn.

A primeira interpreta o papel de uma jovem que vai passar férias com o pai e descobre que ele vai casar-se de novo. Ora, partindo do princípio que estas iriam ser as suas primeiras férias a sério com o pai desde o divórcio, não é muito agradável ter de partilhá-lo, especialmente enquanto decorrem diversos preparativos para o novo casamento. America Ferrera é uma talentosa actriz que curiosamente vi pela primeira vez num filme que também não chegou às nossas salas de cinema: "Real Women Have Curves".

Já Alexis Bledel fazia parte do elenco de “Sin City” (era a Becky), apesar de ser mais conhecida pelo seu papel em “Gilmore Girls”. No filme ela é a jovem que vai para a Grécia e se vê envolvida numa espécie de “Romeu e Julieta” com contornos mais positivos.

Outra das jovens, Blake Lively, teve uma aparição em “Sandman”, mas é numa comédia e num filme de terror que está a trabalhar em 2006 que provavelmente vai saltar para o estrelato. Esta é, aparentemente, a jovem mais adulta das quatro. É ela que após perder a mãe, e mal conversar com o pai, vai para um campo de férias no México para jogar futebol. Aí, a rapariga enamora-se por um dos monitores, tentando no fundo tapar a perda familiar com um “amor” de Verão.

Finalmente temos Amber Tamblyn (“Joan or Arcadia"), a jovem que é obrigada a ficar na cidade a trabalhar para juntar algum dinheiro. É no seu emprego que ela começa a desenvolver uma produção audiovisual, tendo como ajudante uma menina da qual ela muito pouco conhece. Este foi sem dúvida o “conto” mais marcante, tendo porém, todos eles, o seu valor.

E é isto que seguimos, numa obra onde o humor e estado de espírito varia constantemente, ora roçando o romance, ora o drama, ora o humor. Mas sempre de maneira sofisticada, e sem cair em patetices com o mero sentido de vamos entreter quem nos vê. Em jeito de conclusão, há ainda – e no meio disto tudo, de realçar o trabalho de Ken Kwapis. Esta obra tinha tudo para ser mais um filme teen, mas Ken respeita e gosta das suas personagens, dando-lhes tanta vida e força que é inegável o seu esforço em fazer algo diferente e único. Tal como o Verão das jovens.


Uma lição inesquécivél, uma história por demais marcante, um dos Filmes Da minha vida

Exactamente assim: